
Começo
Se tem uma palavra de que gosto é: “começo”. Ela me traz conforto, coragem, aceitação. Parece convite de quem ama a gente de verdade.
Tudo tem um começo, um início pequeno e simples. Porém no correr do dia-a-dia não nos damos conta disso, porque as coisas nos são apresentadas tão prontas, que parecem ter surgidas num passe de mágica, ou que sempre existiram. Conheço crianças que pensavam que o leite vinha da fábrica de leite e desconheciam a vaca como produtora dele e todo o processo de criação do gado.
Mas gosto de saber que não é assim; que tudo que existe precisou de uma idéia e de uma ação.
Quando ouvimos uma música que gostamos muito e já sabemos cantá-la, sentimos que ela sempre existiu; que não poderia ser diferente, que um dia o compositor acordou já com letra e melodia definidas na mente. Não imaginamos o trabalho que teve para criá-la até chegar aos nossos ouvidos. Talvez o artista perdera noites de sono para compô-la, pode ter deixado guardada por tempos numa gaveta até encontrar uma melodia perfeita para aquela rima, que expressasse com clareza um sentimento próprio confuso ou cheio de dor.
Um alimento como um bolo, por exemplo, teve seus ingredientes manipulados até se transformar numa refeição, mas precisou de um começo para vir a ser o que agora é. Um prato, uma casa, um livro, toda a criação humana tem um começo, o que remete a uma atitude produtiva, uma iniciativa de realizar o que não existe. E essas criações foram feitas com a certeza de que seriam concretas. Imagine o primeiro tijolo de um prédio, ao ser colocado, o trabalhador não pode pensar no quanto há por fazer e mensurar o esforço, contar as horas de acabar. Ele faz porque já começou um projeto calculado e programado. Um atleta que adquiriu um condicionamento físico e suas vitórias, o fez, porque um dia se propôs a dar o primeiro passo, seu primeiro treino, o mais importante de todos eles. Uma caminhada é feito com um pé na frente do outro, num ritmo lento ou rápido, ela se faz na ação, na distância e no tempo.
Há tantas coisas para se começar. Começar uma dieta, um curso, uma colcha de retalhos, um artesanato, pode ser difícil, mas é o ato principal do processo. O começar é um gesto de humildade por aceitar que do nada surge o tudo. E de força e coragem por fazer arregaçar as mangas e se dispor a realizar.
O começo de uma relação afetiva é tão rico em lições, várias emoções; medos, sustos e alegrias. A partir do começo se passa a aprender e aprender é sempre tão fascinante, tão bonito.
O começo mostra que todos podem, são igualmente capazes, pois partem do mesmo ponto. O diferencial é a persistência. O começo pode ser suave ou brusco; benéfico ou não, eterno ou interrompido.
Só tem um gesto que considero mais importante que o de começar, o de REcomeçar. Aprender novamente a mesma coisa, mas por outro ângulo, com a chance de obter um final diferente.
Se tem uma palavra de que gosto é: “começo”. Ela me traz conforto, coragem, aceitação. Parece convite de quem ama a gente de verdade.
Tudo tem um começo, um início pequeno e simples. Porém no correr do dia-a-dia não nos damos conta disso, porque as coisas nos são apresentadas tão prontas, que parecem ter surgidas num passe de mágica, ou que sempre existiram. Conheço crianças que pensavam que o leite vinha da fábrica de leite e desconheciam a vaca como produtora dele e todo o processo de criação do gado.
Mas gosto de saber que não é assim; que tudo que existe precisou de uma idéia e de uma ação.
Quando ouvimos uma música que gostamos muito e já sabemos cantá-la, sentimos que ela sempre existiu; que não poderia ser diferente, que um dia o compositor acordou já com letra e melodia definidas na mente. Não imaginamos o trabalho que teve para criá-la até chegar aos nossos ouvidos. Talvez o artista perdera noites de sono para compô-la, pode ter deixado guardada por tempos numa gaveta até encontrar uma melodia perfeita para aquela rima, que expressasse com clareza um sentimento próprio confuso ou cheio de dor.
Um alimento como um bolo, por exemplo, teve seus ingredientes manipulados até se transformar numa refeição, mas precisou de um começo para vir a ser o que agora é. Um prato, uma casa, um livro, toda a criação humana tem um começo, o que remete a uma atitude produtiva, uma iniciativa de realizar o que não existe. E essas criações foram feitas com a certeza de que seriam concretas. Imagine o primeiro tijolo de um prédio, ao ser colocado, o trabalhador não pode pensar no quanto há por fazer e mensurar o esforço, contar as horas de acabar. Ele faz porque já começou um projeto calculado e programado. Um atleta que adquiriu um condicionamento físico e suas vitórias, o fez, porque um dia se propôs a dar o primeiro passo, seu primeiro treino, o mais importante de todos eles. Uma caminhada é feito com um pé na frente do outro, num ritmo lento ou rápido, ela se faz na ação, na distância e no tempo.
Há tantas coisas para se começar. Começar uma dieta, um curso, uma colcha de retalhos, um artesanato, pode ser difícil, mas é o ato principal do processo. O começar é um gesto de humildade por aceitar que do nada surge o tudo. E de força e coragem por fazer arregaçar as mangas e se dispor a realizar.
O começo de uma relação afetiva é tão rico em lições, várias emoções; medos, sustos e alegrias. A partir do começo se passa a aprender e aprender é sempre tão fascinante, tão bonito.
O começo mostra que todos podem, são igualmente capazes, pois partem do mesmo ponto. O diferencial é a persistência. O começo pode ser suave ou brusco; benéfico ou não, eterno ou interrompido.
Só tem um gesto que considero mais importante que o de começar, o de REcomeçar. Aprender novamente a mesma coisa, mas por outro ângulo, com a chance de obter um final diferente.